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Continuando nossas matérias técnicas à respeito das assinaturas de vírus. Esses textos servem para informar os usuários o funcionamento interno dos softwares antivírus bem como ajudar no entendimento do assunto em si. Essa matéria é uma continuação da primeira parte, se você ainda não leu, clique aqui para ler. ![]() Veja que o Kaspersky AVP usou 19 bytes como assinatura para detectar o vírus, o GeCad RAV usou 16 bytes e o Mcafee Viruscan usou 14 bytes. Se apenas em 1 destes bytes usados como assinatura for modificado, o vírus não será detectado e isto é um risco ao usuário, mas é algo praticamente impossível de ser evitado. Por isso é necessário que seja mantida a atualização constante das bases dos antivírus, pois somente conseguirão detectar novas variantes após o cadastro de novas assinaturas. Acompanhe a modificação de uma assinatura e a ameaça que isto poderá gerar: Esta é a parte do vírus Kode4 usada como assinaturas (de 0 a 24 bytes) que foi disassemblada. É um código bastante simples onde poderemos modificar alguns bytes sem comprometer o funcionamento do vírus. Neste caso, vamos modificar a linha marcada de azul: ![]() Repare onde está definida esta seqüência de bytes dentro do vírus: ![]() Dentro do arquivo, os bytes são gravados invertidos, portanto a seqüência BF "0201" será convertida para BF "0102" em memória. Iremos então modificar a seqüência "0201" para "0101", ou seja, apenas 1 byte (repare o byte modificado, marcado de azul): ![]() Concluindo esta pequena série de matérias sobre assinaturas de vírus, vamos aos resultados e algumas conclusões, como por exemplo por que alguns antivírus encontram alguns vírus outros não. O problema, como você já deve ter percebido, está no reconhecimento da assunatura e suas variantes. Resultados Vamos executar os antivírus e verificar os resultados após a modificação da assinatura: ![]() ![]() ![]() Porque somente o antivírus GeCad RAV encontrou o vírus após a modificação do vírus? ![]() Mas se a alteração tivesse sido feita nas posições de 9 a 13, simplesmente nenhum dos antivírus teriam encontrado o vírus e ele seria identificado somente após ter gerado algumas infecções e mesmo assim somente depois que algum exemplar conseguisse chegar a alguma empresa de antivírus. Ele seria classificado como uma nova variante, pois seria necessário gerar uma nova assinatura para identifica-lo. Links relacionados:
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