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Portanto ninguém se torna um "hacker" de uma hora pra outra. Quando pensamos que no mundo real muitos deles nunca terão acesso a um computador soa estranho, não? Sim, e vai muito além disso. Talvez "hackers" apenas sejam assim. Como assim? Talvez essa frase possa ajudar a explicar: "But did you [...] ever take a look behind the eyes of the hacker? Did you ever wonder what made him tick, what forces shaped him, what may have molded him?" (The Mentor*, 1986) "Hackers" são pessoas inquietas que não são facilmente convencidas por argumentos de autoridade sem valor técnico. São céticos sempre prontos a duvidar de qualquer coisa. A simples menção de que algo é impossível para um "hacker" é um poderoso convite para que ele tente fazê-lo. Eles querem saber mais sobre tudo, mais ainda sobre informática, simplesmente pelo fato de saber... Para muitos, obter "iluminação pessoal". Na nossa sociedade atual construíram um mundo virtual em que a única coisa que faz diferença é sua confiabilidade e sua capacidade técnica. Nesse mundo, coisas prosaicas como raça, cor, religião continuam existindo, mas não importam. Esqueça a imagem do "nerd" (ou "geek", termo muito usado em informática para denominar uma pessoa com talento e interesse por tecnologia e programação acima do normal) que você possa criar na sua mente. É verdade, alguns "hackers" são geeks (como se isso fosse algo ruim), assim como alguns não-"hackers" também são, mas de um modo geral eles são pessoas comuns, que andam como você na rua, e que falam abertamente sobre seus assuntos e interesses (muitas vezes não percebendo que os demais não estão entendendo absolutamente nada). A diferença é que, nesse mundo, o fato de ser um geek ou não simplesmente não importa, ao contrário da sociedade de costumes, onde essas coisas tendem a ser supervalorizadas. Podemos dizer que "hackers" são poetas de uma língua estranha para a maioria das outras pessoas. Ou são músicos de instrumentos estranhos, mas profundamente melódicos. Tal como com músicos e poetas, todos acabam se beneficiando de sua poesia e de sua música, mesmo sem saber tocar. Filosofia à parte, vou ser mais objetivo: É simples: Como na matemática ou na física! Você pode decorar aquelas infinitas fórmulas e, se tiver uma boa memória, vai passar em qualquer exame final. Mas você pode também deduzir de onde aquelas fórmulas saíram e o que seus criadores pensaram para chegar até elas. Talvez você não saia tão bem nos exames finais, mas quem aprendeu mais? O que decorou ou o que compreendeu? Bom, vou colocar um pequeno FAQ pra responder algumas perguntas comuns que sempre surgem. |
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