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O brasileiro tradicionalmente é um investidor da caderneta de poupança e desconhece outras opções de aplicação do seu dinheiro. Uma delas - e talvez a mais rentável - desde que haja um pouco de conhecimento e cuidados é o investimento em ações da Bolsa de Valores de São Paulo - Bovespa. Muitíssimo pouco se ensina aqui sobre esse tipo de investimento. Muitas pessoas importantes ligadas às áreas de aplicações financeiras se perdem para orientar seus clientes como investir em ações. A culpa não é delas. Apenas lhes falta conhecimento para isso. Alguém devia ensiná-las. Em toda a minha vida profissional e pelos diversos bancos dos quais fui cliente, encontrei apenas um gerente que operava em Bolsa e discutia comigo sobre o mercado. Esse gerente conhecia os indicadores básicos, tais como VPA, P/VP, PL, DY, valor de mercado, etc.
Faça um teste. Converse com alguém ligado à área de investimentos de alguma instituição (excluindo as corretoras) sobre os indicadores acima. Primeiro, é claro, procure aprender alguma coisa sobre o assunto. Ao contrário, nos Estados Unidos, pessoas comuns discutem sobre a Bolsa. Boa parte das famílias norte-americanas têm suas carteiras de ações. Isso significa vislumbrar um alto retorno no médio e longo prazos. Os objetivos são variados: desde a possibilidade da compra de um carro ou imóvel indo até ao preparo para uma aposentadoria futura. Eles aprendem desde jovens como aplicar seu dinheiro. Também, nunca tiveram uma caderneta de poupança que rendesse 30% ou 40% ao mês. Uma ilusão que oxalá, não volte nunca mais! A Bovespa e as corretoras têm um trabalho enorme para ajudar a instruir as pessoas com seus programas de Bovespa vai à fábrica, à praia, ao clube, etc. O objetivo? O mesmo: ensinar sobre ações e popularizar o mercado na tentativa de tornar a nossa Bolsa mais forte. Há cinco anos leio notícias sobre uma Escola Nacional de Investidores a ser criada aqui no Brasil e que se espelharia numa escola norte-americana. Alguns projetos demoram muito para sair do papel. É sabido que uma Bolsa forte contribui para que mais empresas abram seu capital e busquem recursos junto a seus acionistas para uma eventual ampliação de sua capacidade instalada. Com isso, é óbvio, cria-se mais empregos; retira-se mais pessoas das ruas; diminui-se a informalidade. Quem sabe, muitos empregados de empresas de capital aberto, se tivessem o mínimo de conhecimento, não optariam por ser acionistas da própria empresa em que trabalham? Continua na próxima página. |
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