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Otimizando o desempenho - parte III

Entenda os conceitos de fragmentação e desfragmentação, além de conhecer técnicas e programas que minimizam os problemas relacionados

Por Adriano Imperatore Ribeiro em 13/Jul/2001

Realmente é preciso ter cuidado ao instalar diversos sistemas operacionais em uma única máquina pois, como já visto anteriormente, nem todos os tipos de sistemas de arquivo são compatíveis e, portanto, "se enxergam". No Windows NT, partições NTFS não reconhecem partições FAT32. Portanto, a menos que se conte com o auxílio de softwares de terceiros, não será possível visualizar uma partição FAT32 ao se trabalhar com uma partição NTFS, ou vice versa. Essa limitação não existe no Windows 2000, pois esse sistema reconhece, como já foi visto, FAT, FAT32 e NTFS. Também é importante lembrar que os Windows 9X e ME não conseguem "enxergar" mais de uma partição primária.

Para converter FAT para NTFS, basta instalar o Windows NT ou 2000 e, em prompt de comando, digitar CONVERT C: /FS:NTFS. Vale lembrar que o processo inverso não é permitido, ou seja, não existe como converter uma partição NTFS em FAT novamente. Se, por qualquer motivo, esse tipo de conversão se tornar necessária, só existe uma maneira: utilizar o FDISK, ou outro programa de manuseio de partições para excluí-la, e criar uma nova partição FAT. O mesmo é verdadeiro se a conversão desejada for para FAT32.

O FDISK, como já disse na matéria anterior, é um programa extremamente básico, mas sua abordagem foi necessária para poder transmitir o conceito de como a coisa funciona. Embora existam programas muito melhores no mercado, existem situações em que não há outro jeito, se não recorrer ao bom e velho FDISK, pois esses programas precisam de um sistema operacional instalado enquanto que, ao FDISK, basta um disquete de boot. Embora a versão de demonstração do Partition Magic seja não funcional (ou seja, apenas simula fazer as modificações, mas não realiza nada na prática) sugiro que faça o download, não só para ter uma idéia de como o programa funciona, bem como para assimilar melhor os conceitos dessa sequência de matérias. Há, também, o PartitionStar, com as funções plenamente habilitadas por 30 dias mas, para dizer a verdade, nunca o utilizei. De qualquer forma, as referências que tenho a respeito são as melhores possíveis. Ambos são programas que utilizam GUI (Graphical User Interface), ou seja, um ambiente gráfico, extremamente amigável ao usuário. Deste modo, com poucos cliques do mouse, é possível criar e deletar partições, como no FDISK, além das possibilidades extras de converter, redimensionar, restaurar e mover partições, entre outros recursos adicionais e preciosos.

Se chegou até aqui, depois de ler as duas matérias anteriores, parabéns! Pelo menos na teoria das partições, já está "diplomado" no assunto. Talvez lhe falte, é claro, um pouco de prática, mas já possui a aptidão para escolher e implantar o mais adequado sistema de arquivos. Irei abordar agora um outro problema relacionado às partições, conhecido como fragmentação, que envolve diretamente o desempenho e a velocidade de seu computador. Você já sabe que um HD é, de maneira lógica, composto por diversos setores. Por sua vez, o Windows utiliza clusters, que são agrupamentos de setores, sempre com tamanho múltiplo de 512 KB, e variável de acordo com as tabelas apresentadas na primeira parte dessa matéria.

Imagine, então, uma partição vazia, utilizada apenas para os arquivos que forem baixados da Internet. Suponha, agora, que foi realizado o download de três arquivos, cada um ocupando quatro clusters, totalizando a ocupação de doze clusters. O primeiro arquivo ocupa os quatro primeiros clusters; o segundo, do quinto ao oitavo cluster; e o terceiro, do novo ao décimo segundo cluster. Se o segundo arquivo for apagado, o primeiro e o terceiro continuam ocupando os clusters de 1 a 4 e de 9 a 12. Os clusters que hospedavam o conteúdo do segundo arquivo permanecem vazios. Então, um quarto arquivo, com tamanho suficiente para ocupar seis clusters, é salvo, preenchendo os quatro clusters vazios que eram ocupados, e os clusters de número 13 e 14. Se o primeiro arquivo for executado, as cabeças de leitura do HD trabalharão em uma ordem sequencial, lendo o conteúdo do primeiro cluster, depois do segundo, do terceiro e, por fim, do quarto.

Continua na próxima página.

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