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No primeiro caso, dei suporte técnico para um provedor de Internet, o qual estava perdendo clientes porque já não conseguia manter um link com as mínimas condições aceitáveis, aliás, seu concorrente também estava perdendo clientes pelos mesmos motivos, ou seja, em certos horários o ruído era tão intenso que derrubava o link hora de um provedor, hora do outro e quem estava ganhando era um provedor com o sistema de ADSL, que por razões óbvias, não precisava fazer muito esforço para conseguir clientes. Para se ter uma idéia, estes provedores não tinham rádio com potência inferior a 300 mw e todos os rádios de ambos estavam equipados com amplificadores de um watt, sendo que um deles tinha um amplificador de dois watts, e todas as antenas parabólicas fechada eram de 32 dbi.
Ora, um rádio de 300 mw, equipado com um amplificador de um watt e uma antena parabólica de 32 dbi, causa problemas sérios, inclusive com possibilidades de derrubar qualquer link de transmissão de dados que venha cruzar seu lóbulo de irradiação em uma distancia de aproximadamente de 15 Km. A única solução que encontrei para estes provedores foi orientá-los para que tirassem todos estes equipamentos, e voltassem a usar equipamentos de baixa potência e antenas projetadas para cada caso. Após vários testes para provar que esta era a única solução, consegui um acordo entre ambos. No segundo caso, o suporte técnico foi para uma empresa privada que havia feito um link com uma de suas filiais, através de um equipamento de 200 mw equipado com amplificador de um watt e antena parabólica de 27 dbi (sem necessidade). Este link funcionou bem por um período de aproximadamente 60 dias, após este período começou os problemas com ruído, o motivo? O provedor de Internet local foi prejudicado com este link de potência elevada e tentando resolver o seu problema, aumentou consideravelmente a potência de transmissão do seu ponto de acesso. A solução para ambos foi usar equipamento de baixa potência e o uso do tipo e modelo de antena que mais se adequasse aos seus propósitos. Estes exemplos não são casos isolados, as maiorias das redes wireless estão sendo feitas através de equipamentos cada vez mais potentes, acoplados a amplificadores e muitas vezes com o uso de tipos e modelos inadequados de antenas. Já se chegou ao absurdo de usar amplificador nas duas pontas de um enlace wireless de curta distancia, aproximadamente oito km. Imaginem se as operadoras de telefonia celular agissem da mesma forma que os provedores e usuários da transmissão de dados via rádio, usando equipamentos de maior potência, seria um caos, todos eles teriam os mesmos problemas que hoje enfrentamos no sistema wireless de transmissão de dados. Mas elas estão bem assessoradas e ao invés de aumentar potência para abranger uma área maior, instalam vários pontos com potência baixa (células) e assim operam sem problemas. Desta forma, só conscientizando os usuários do sistema de transmissão de dados via rádio, para adquirirem o máximo de informações técnicas possíveis sobre altas freqüências, como elas se propagam, por que há vários tipos e modelos de antenas e como elas funcionam, enfim, como funciona este sistema via rádio de um modo geral. Muitas vezes achamos que o problema esta na rede de transmissão física (do rádio até a antena), ou na transmissão wireless propriamente dita (irradiação de RF entre antenas), e a mesmo esta na programação dos equipamentos, portanto seria importantes também conhecerem arquitetura de redes TCP/IP etc... Continua na próxima página. |
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