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Tenho certeza que bem informados, irão tentar baixar a potência de transmissão e usar antenas específicas para cada caso, alem de criarem mais pontos de acesso. Abaixo, darei o máximo de informações, tanto técnica quanto prática sobre os tópicos: altas freqüências, elemento irradiante (antena) e cuidados na instalação de equipamentos. Tenho certeza, ajudarão os usuários deste sistema, a amenizar seus problemas com interferências de RF, má qualidade do sinal, queda de link etc...
A) Altas freqüências: As altas freqüências, como 2.4 e 5.8 Ghz, são freqüências chamadas de visuais, ou seja, tem que haver visada entre as antenas 2.4 ghz ou entre a antenas 5.8 ghz, caso contrário não haverá link. Portanto este é o primeiro teste que se faz para avaliar a viabilidade de um link, tenta-se enxergar de um ponto, o outro, mesmo que seja com auxílio de um binóculo, se isto for possível, já é um bom começo. O segundo passo é instalar provisoriamente um rádio em um dos pontos, e auxiliado por um notebook no outro ponto, tentaremos avaliar a qualidade do sinal recebido e enviado, com este segundo passo, poderemos determinar o tipo de antena necessária, bem como de equipamento. Quando operarmos com mais de um rádio no mesmo local, teremos que programar estes equipamentos em canais distantes entre si de no mínimo três canais, caso contrário, haverá interferência entre eles.Estas freqüências possuem um inimigo natural que é a água, ela atua sobre estas freqüências de dois modos; refletindo a freqüência como um espelho reflete a luz, alterando deste modo o lóbulo de irradiação original, ou quando penetrar umidade no gama de uma antena, no conector, ou até mesmo internamente no cabo condutor, ocasionando uma perda considerável de sinal, podendo inclusive haver a queda total do link, até que a umidade se evapore. Quando houver penetração de umidade internamente em conectores e cabos, estes deverão ser substituídos, mesmo que venham a funcionar depois de secos, isto porque um processo de oxidação iniciou-se internamente nos mesmos o que ocasionará problemas futuros na qualidade da transmissão. B) Elemento irradiante (antena): O elemento irradiante, ou seja, a antena, é um componente vital para a transmissão de dados via rádio, e não apenas um acessório como muitos pensam. A escolha correta do tipo e modelo de antena é que vai determinar a qualidade do sinal transmitido e não "a potência aplicada ao mesmo". Quando aumentamos a potência de transmissão, aumentamos o sinal com todos os ruídos existentes em proporções iguais, portanto, não melhoramos a qualidade do sinal, ou seja, se tivermos um sinal com 32 mmw de potência e 40% de ruído e aumentarmos a potência para 500 mmw, o mesmo continuará com 40% de ruído. Neste caso, estaremos aumentando tanto a poluição de RF, quanto à área atingida pela mesma. Agora, se ao invés de aumentarmos a potência, projetarmos o tipo e modelo de antena que mais se aproxime do ideal para este link, bem como o local mais apropriado para sua instalação, teremos uma queda sensível no percentual do ruído, aumentando a qualidade do sinal. É claro que podemos conciliar o aumento de potência, com o tipo e modelo de antena, porem tomando todos os cuidados para não interferirmos em outros sinais independente de quem esteja originando os mesmos. Toda a vez que interferirmos em outro sinal, quem estiver originando o mesmo, com intuito de resolver o problema e talvez por falta de um conhecimento mais profundo da matéria, irá também aumentar a potência deste sinal, aumentando com isto a poluição de RF, tornando cada vez mais difícil a transmissão de dados via rádio. Embora existam vários modelos de antenas quanto ao ganho, lóbulo de irradiação e polarização, os tipos são basicamente três:
Continua na segunda parte da matéria. Matérias relacionadas:
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