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Certa vez, navegando por aí, encontrei um filme de cerca de 550 MB, e comecei a baixa-lo. Até que não demorou muito, pois utilizo o Speedy, serviço de conexão rápida da Telefonica e, algumas horas depois, trinta e seis arquivos no formato RAR haviam chegado à minha máquina. Bastava utilizar o Win Rar para descompacta-los em um único arquivo e, finalmente, poder assisti-lo.
Eis que toca o telefone. Fui atender na sala, já que não tenho telefone no quarto, onde está o computador. Voltei alguns minutos depois e... surpresa! Minha gata havia subido na mesa e, com tanta tecla pra pisar, acabou pisando justo na DEL. Minha lixeira está configurada para não exibir avisos de confirmação, e armazenar somente 10% da capacidade da partição, que era de 2 GB. Portanto, recuperei 200 MB dos arquivos sem dificuldade. Mas, e o resto? Será que tive que refazer o download? No mesmo instante que percebi a tragédia, abri o programa Recover4All e, alguns minutos depois, mais 320 MB estavam recuperados. Somente 30 MB se perderam, refiz o download de apenas dois arquivos e, enfim, pude assistir o filme. O Windows possui a lixeira justamente por isso, pela possibilidade de erro do usuário, que acaba apagando sem querer algum arquivo errado, ou mesmo no caso de arrependimento, ou alguma tragédia não esperada, como gatas que pisam na tecla DEL. Nesses casos, é só ir até a lixeira e resgata-lo. No entanto, conforme a capacidade da lixeira vai sendo excedida, ela automaticamente vai eliminando os arquivos mais antigos. Mesmo assim, isso não quer dizer que os dados que não estão mais na lixeira estão perdidos para sempre. Como os Windows 95, 98 e Me são baseados no DOS, seus arquivos são tratados exatamente como o DOS faria: o sistema simplesmente inutiliza o primeiro caractere do nome do arquivo, e passa a considerar o espaço que ele ocupava no HD como disponível. Quando outro arquivo precisar de algum espaço para ser gravado, o Windows vai utilizando os espaços identificados como disponíveis, até que o arquivo anterior, sim, seja sobreposto. Enquanto isso não acontece ele poderá ser recuperado sem maiores problemas, utilizando-se ferramentas especiais, como o Recover4All, que citei acima. Existem outras muito boas em nosso índice de matérias, categoria "Manutenção e Reparo de Arquivos". Se for o caso, lá você poderá encontrar até mesmo ferramentas que consigam recuperar dados de partições NTFS, do NT.
Portanto, se planeja utilizar o programa, tenha pelo menos duas partições (c:\ e d:\, por exemplo). Você poderá cria-las com programas "medievais" como o FDISK, ou com maravilhas como o Powerquest Partition Magic que, como o próprio nome já diz, torna essa tarefa uma verdadeira brincadeira de criança. O próximo passo é definir em qual das partições estava o arquivo, ou os arquivos que se deseja recuperar. O programa exibe um menu com todas as partições disponíveis, bastando clicar na desejada para que se inicie a busca por arquivos deletados. Ao completar a tarefa, serão exibidos todos os ítens deletados, pastas ou arquivos. Se o arquivo desejado estava em uma pasta, ou em uma subpasta, vá clicando até conseguir localiza-lo. Quando conseguir, veja a descrição das chances de recuperação: fair ou good. Em ambos os casos é possível recuperar um arquivo com sucesso, ou simplesmente não conseguir, embora as chances de recuperação são muito maiores em good. Apesar de algumas vezes conseguir recuperar um arquivo fair sem problemas, na maioria das vezes a recuperação não será possível ou, então, o arquivo será recuperado danificado, pois dados já foram reescritos na área em que ele ocupava. Isso se chama azar. Fazer o que? Tentar ser um pouco mais cuidadoso nas próximas vezes em que for deletar algo, é um bom começo. Ao selecionar o arquivo a ser recuperado, basta clicar em Recover, escolher em que diretório ele será salvo, e pronto. Teste para ver se tudo correu bem. Em 90% dos casos o sucesso é garantido! Clique aqui para fazer o download da última versão do programa. |
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