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Nos dias de hoje o mercado de placas de vídeo de alto desempenho é muito competitivo, assim que um fabricante lança um modelo, pouco depois outro já aparece em seu lugar. E com o lançamento da HD 2900XT não é diferente, já que ela não chega a ser considerada uma evolução de outro modelo da empresa (a X1950XT) e sim um modelo totalmente novo! Ela vem para competir, em termos de desempenho, com as potentes placas da série 8, da Nvidia. Ela é a primeira placa da empresa com suporte completo para DirectX 10 (Assista uma comparação do DirectX 9 com o DirectX 10 aqui), feita com uma arquitetura completamente nova e recheada de recursos, especialmente desenhada para o Windows Vista. A nova linha vem com os modelos de série 2400 (baixo custo) e 2600 (médio custo), além da TOP 2900, que será analisada neste review. Logo de cara podemos notar que uma das características mais marcantes da ATi permanece mesmo após a compra da empresa pela AMD: a cor vermelha nas suas placas (sendo que a cor tradicional da AMD é a verde). O novo core (o tão esperado modelo R600) foi remodelado de tal forma que acabou se transformando num modelo totalmente novo e não apenas uma evolução dos anteriores, agregado a isto com avanços impressionantes. Uma delas é a tecnologia de 80nm HS, que significa uma quantidade muito maior de transistores na mesma pastilha juntamente com um "baixo" consumo de energia. Seus clocks são de 742MHz no core e 1.65GHz nas memórias (que são 512MB GDDR3 ou a novíssima GDDR4), uma excelente e balanceada combinação de desempenho entre o core e as memórias, agradando com sobras a todos os usuários. Outra evolução apresentada foi o suporte total ao Shader Model 4.0, ou seja, motores de sombreamento realmente poderosos, trazendo melhorias e tornando as imagens ainda mais realistas e fantásticas. Não podemos deixar de citar que: Mais potência = mais energia. E esta plaquinha tem uma "fome" por energia enorme. Testes mostraram que ela pode chegar a consumir cerca de 310W de potência sozinha! São 2 slots para conectores molex (6 e 8 pinos, respectivamente) para completar seu fornecimento de energia, para que ela possa mostrar todo o seu desempenho. Aliás, ela só aceita um eventual "overclock" se ambos os conectores estiverem plugados. Em relação ao modelo TOP da geração anterior, a X1950XT, ela consome 52W a mais de energia trabalhando a plena carga e 32W em modo normal. Portanto, uma fonte de energia de no mínimo 500W reais é recomendada para que não tenha problemas. Uma dica: NUNCA tente forçar uma placa de vídeo sem ela estar devidamente alimentada de energia. Os estragos que podem acontecer são realmente grandes, dentre eles:
Bom, muita potência, muita energia, e claro muita dissipação de calor. E o cooler gigantesco que é utilizado dá conta do recado. Ele lembra muito o modelo de cooler da versão anterior da ATi, a X1950XT, mas pelo visto é mais eficiente. O único problema é que, por ser enorme, ele faz com que a placa ocupe 2 slots dentro do seu gabinete. O ruído gerado pelo cooler é moderado e não chega a incomodar, mas é alto o suficiente para sabermos que a placa está lá e funcionando. Ah, não podemos deixar de dizer que a placa é comprida e pesada, portanto você deverá ter um gabinete razoavelmente grande (modelos ATX de 4 baias) para poder encaixá-la em sua placa mãe. Uma inovação trazida nesta geração de VGAs da ATi é que agora todas as placas possuem suporte nativo ao CrossFire (tecnologia que possibilita usar duas placas de vídeo em paralelo para processamento de imagem. É equivalente à tecnologia SLI da rival Nvidia), sendo assim, não existe mais a necessidade da escolha por um modelo compatível para usar nesse tipo de sistema. O suporte ao CrossFire também é uma evolução da tecnologia, dispensando o uso de cabos como na primeira versão, agora a ligação entre as placas é feita por uma ponte interna no gabinete. |
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