|
A estrutura de serviços de Web com o Windows 2000 vem oferecendo, cada vez mais, um suporte maior e melhor, permitindo alta escalabilidade. Esta visão focada em serviços para a Internet é o grande diferencial em relação ao seu antecessor, o Windows NT 4.0. Entretanto, para que seja possível montar estas estruturas, é preciso um planejamento que permita, além de oferecer alta performance, uma escalabilidade mais simples e, é claro, oferecer alta disponibilidade. Dentro destes componentes, o Windows 2000 pode implementar, através dos seguintes serviços:
Windows Load Balance Service: oferece balanceamento de acesso IP para Web Servers e demais serviços que necessitem de acessos simultâneos através de portas de serviço específicas. No conceito para Web Servers, o WLBS cria um IP Virtual compartilhado pelas demais máquinas que estejam com o Load Balance configurado. Este IP Virtual deve receber registro no DNS Server, redirecionando o registro CNAME para ele. A grande flexibilidade deste modelo é a sua escalabilidade: podem participar do Load Balance no mínimo duas máquinas, indo até trinta e dois servidores. Através deste modelo, não há necessidade de realizar upgrades de hardware para os Web servers, já que é possível aumentar o número de Web Servers no Load Balance. Além do mais, o WLBS permite divisão de carga de acordo com a preferência pré-difinida por servidor. Um detalhe importante: o service de WLBS só existe no Windows 2000 Advanced Server ou Windows 2000 Datacenter Server. Component Load Balance Service: surge neste cenário suprindo algumas necessidades para o balanceamento de carga de components COM+ para aplicações Web. Ele está representado por um novo produto da linha .Net, que é o Microsoft Application Center 2000. Uma de suas vantagens é o controle de atualizações de conteúdo de páginas, de uma forma simples de ser implementada. A idéia dos Web servers trabalhando com o Microsoft Application Center 2000 é a sua integração com o Windows Load Balance Service, criando uma segunda camada para aplicações Web, e fazendo o gerenciamento de balanceamento de carga de acesso. Microsoft Cluster Server: a nova versão do Cluster Server recebeu uma série de melhorias. Antes de mais nada, o conceito de Cluster Microsoft possui duas máquinas participantes em Cluster, que também são denominadas de Nodes. Estes Nodes gerenciam uma terceira máquina, chamada de Virtual Server. É esta máquina que é vista, para as demais estações na rede, como um servidor qualquer, além dos demais Nodes. As aplicações que são executadas no Cluster devem possuir suporte nativo, para que possam executar Failover completo, permitindo que suas funções sejam transferidas de um Node para outro, sem perda de dados. Este suporte nativo é o que definimos se uma aplicação é Cluster-Aware. A Microsoft criou uma série de aplicações específicas para que trabalhem em Cluster, sendo chamadas de Enterprise Editions. O serviço de Cluster está disponível somente a partir das versões Advanced Server e DataCenter Server. Através destes três componentes, a estrutura para se manter alta disponibilidade poderia ser estruturada da seguinte forma: ![]() As implementações são variadas, mas o principal de tudo é planejar para que somente os Web servers estejam localizados na DMZ (Zona Desmilitarizada - segmento físico de rede separado da rede corporativa), e demais servidores de dados estejam localizados na rede corporativa. Isso fornece maior segurança de dados, sendo necessário a utilização de firewalls para criar os filtros de acesso entre os servidores dos segmentos de rede. Continua na próxima página. |
ComenteVocê não está logado! Clique aqui para fazer o login e poder enviar seu comentário. Ainda não há comentários sobre o Os Segredos do Windows 2000 - Parte IX. |