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Que a Internet é e sempre foi um excelente lugar para divulgação de produtos e idéias, isso é indiscutível, mas um dos aspectos que mais chama a atenção dos maníacos por jogos é que, de tempos em tempos, em algum lugar do mundo, é lançado algum joguinho simples, gratuito e, acima de tudo, bastante divertido. Não são gastos milhões de dólares em seu desenvolvimento, não há o trabalho de toda uma equipe envolvido, nem são utilizadas tecnologias de ponta para sua criação. Mas, durante algum tempo, que pode chegar a semanas, ou mesmo há meses, esses jogos conseguem a mesma ou quase a mesma popularidade de clássicos mundialmente conhecidos e disputados, como Unreal Tournament, Quake, FIFA, Counter Strike, e dezenas de outras figurinhas carimbadas no mundo dos jogos, capazes de entreter, apaixonar e conquistar fãs em qualquer lugar do planeta. O grande diferencial é que daqui a algum tempo, esses e outros jogos citados permanecerão nos corações, teclados, mouses e joysticks dos jogadores, enquanto os joguinhos-febre cairão no esquecimento, pois serão substituídos por novas febres, que carregam as mesmas características de seus antecessores: uma boa idéia, gráficos legais - às vezes nem isso - e, acima de tudo, a capacidade de entreter por horas, apesar de sua aparente simplicidade.
Neste momento, a Internet realiza mais uma vez seu papel de divulgadora mundial ao apresentar uma série de jogos que já está em seu terceiro lançamento, mas que surgiu há uns dois meses através de um único jogo. O sucesso foi tão estrondoso que mereceu a segunda e a terceira versão, e essas continuações tendem a se estender até que os jogadores estejam dispostos a jogar. Desenvolvido para as plataformas Windows e MAC, através da popular tecnologia Macromedia Flash, Yetisports trás dois personagens únicos; um gorila esportista e um pingüim extremamente masoquista, que se deixa ser o instrumento que permite ao gorila a prática de seus esportes favoritos, sendo arremessado todo o tempo "para cá e para lá". No primeiro e provavelmente melhor jogo da série, Yetisports Part I, o gorila está munido de uma clava, utilizada como um taco para rebater o pingüim o mais longe possível. Quanto mais o pinguim voar, mais pontos serão conquistados pelo jogador. Pode parecer simples, mas é o típico jogo que vicia, estimulando à obtenção de recordes cada vez maiores. Quando menos se percebe, já se está há horas entretido na tarefa de tentar alcançar marcas cada vez mais significativas. ![]() No segundo, Yetisports Part II, lá estão novamente o gorila e o pingüim, desta vez acompanhados de uma simpática orca, e de diversos outros pingüins, tão masoquistas quanto o original. Consiste em um jogo de tiro ao alvo, onde o objetivo é arremessar os pingüins o mais próximo possível do centro do alvo. Cada área atingida contabiliza determinado número de pontos e o jogador, lógico, mais uma vez se vê entretido na tentativa de atingir a maior pontuação possível. ![]() No terceiro, Yetisports Part III, o gorila prova que é um esportista bem versátil, realizando arremesso em altura com o coitado do pinguim. Coitado? Parece que sua saga é mesmo ser arremessado, cada vez mais longe, e em todas as direções. No último réveillon que, aliás, nem faz tanto tempo assim, Chris Hilgert, o criador dos bichos esportistas que vêm conquistando o mundo, era apenas um programador desconhecido. Mas, despretencioso talvez, apostou na criação do arremesso de pinguim, que arremessou seu nome rumo ao sucesso, como autor da grande febre dos jogos gratuitos do momento. ![]() Esta, na realidade, é a grande magia da Internet. Basta se aplicar um pouco ao mundo mágico da programação de jogos, e ter uma boa idéia. Enquanto grandes empresas investem as verdinhas em títulos conhecidos, esperando o retorno certo que, mesmo assim, nem sempre conseguem, um programador "fundo de quintal" com boa vontade poderá ser o autor das próximas pérolas que irão substituir o Yetisports e entreter um mundo inteiro. Links relacionados:
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